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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Aprendiz Imperfeito


Aprender a partir do percebimento das imperfeições, não dos outros, mas de si, este é o único e verdadeiro aprender.
Aprendiz no sentido de estar apto a aprender, a compreender aquilo que se vivencia, para então assimilar como experiência definitiva, que será incorporada a si mesmo. Imagine um paraíso repleto de coisas perfeitas, onde tudo seria regido pela mais perfeita harmonia, sem falhas, sem nada para ser corrigido, ampliado, ajustado, que papel então teria seus inquilinos?

Estes não estariam mais sujeitos a aprender coisa alguma, uma vez que não mais existiriam objetivos a serem conquistados, nem falhas a serem reparadas. Quando se observa o crescimento de qualquer coisa, logo se percebem os vários estágios, cada qual com seus aspectos peculiares, que delimitam claramente fases de transição, onde a transformação cíclica é a única certeza. Entre uma fase e outra, há a transferência de um estágio imperfeito para outro mais adequado, mas, jamais perfeito.

Uma criança, por exemplo, ao crescer fisicamente, também torna possível ao seu cérebro assimilar novos experimentos, pois ganha nova capacidade mental. Ela não deixa de ser criança, mas se transforma em outra mais capaz. Os limites próprios do primeiro estágio desaparecem, são substituídos por um modelo mais eficaz, mais adequado à nova realidade, que é uma necessidade desse crescimento físico.

O constante e sempre cíclico transformar-se é que caracteriza aquilo que é eterno. Não existe o eterno estático, pois este não poderia escapar das leis de transformação de si mesmo, onde aquilo que não muda, definha e morre. É uma lei natural, o que não se transforma, ou se adequa, ou melhora, se desgasta até o fim. A eterna criança, envelheceria como criança, não passaria pelos demais estágios existenciais, não teria sentido sua existência. Para os pais, não iria diferir em nada de um boneco de plástico desses que já existem nas lojas, que até são capazes de falar, cantar, comer, que simulam com perfeição uma criança pequena.

Num mundo de perfeição, um aprendiz não teria nenhum espaço para sua transformação, sua experiência vital e espiritual, onde as falhas são seus verdadeiros mestres de conhecimento. Apenas em condições dessa natureza poderá ele progredir, se qualificar, deixar de ser potencial para se transformar em capaz. Deverá aprender a partir daquilo que é imperfeito, poderá então através desse experimento, através dos devidos ajustes em si mesmo, deixar para trás os estágios de menor capacidade, para os de maior capacidade.

Trata-se de um caminho espinhoso, uma vez que todos a sua volta, sem exceções, estarão na mesma trilha, dentro do mesmo modelo de viver imperfeito. Imperfeito quer dizer transitório, e perfeito significaria o permanente. Mas, não existe o permanente estático, por isso não existe o perfeito. Mas perfeito é o eterno ciclo de reciclagem, da transformação do inadequado para o mais adequado.

Perfeito é o aprendiz que se conscientiza disso, em cujo caminho a eternidade se revela, com suas infinitas possibilidades, seu eterno movimento de auto-ajustamento. E tudo isso são coisas perfeitas, o reconhecer-se imperfeito, o incompleto que vê na transformação de si mesmo progresso. Não se trata do transformar-se sem aprender, mas do aprender pelo transformar-se.

E assim o aprendiz se percebe imperfeito, por isso não julga nem a si mesmo. Apenas observa, pratica em si mesmo aquilo que aprendeu com suas próprias limitações e falhas. Não vê o perfeito como objetivo derradeiro, pois isto ele não conhece, mas nas próprias imperfeições a possibilidade de mudar. Não julga o mundo imperfeito a partir de si mesmo também imperfeito, mas observa em si tais imperfeições, compreende a necessidade de mudar, aprende com esse mudar.

Observe o cíclico movimento da terra em volta do sol, onde nenhum dia é igual ao anterior. Amplie isso aos confins do universo, até onde nossa imaginação é capaz de alcançar, e o que se deduz são os eternos estágios, onde o ponto de origem de qualquer coisa, sempre aponta para sua transformação. Se essa transformação parece menos para nós, deve significar mais para outro, e assim por diante.

Uma pedra preciosa bruta se transforma em mais quando lhe tiram as arestas, logo, para esta, o menos significa mais.

Diante da imperfeição, finalmente, o aprendiz se torna capaz de transformar-se, de desenvolver novas qualidades, de migrar para novos estágios existenciais, mas nunca sem antes conhecer seus limites. Afinal de contas, um limite precisa ser percebido claramente, ou não haverá mudanças. Observar, perceber, e finalmente compreender a si mesmo, faculta a transformação, e esta significa que houve aprendizado. Eterno é seu movimento, perfeito o seu ritmo, perfeito a sua causa e efeito, perfeito é o eleger do imperfeito como a força motriz de todas as transformações.

O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES



Entrar para a Maçonaria... Preencher encher Formulário-proposta, tirar retratos e certidões, ter sua vida minuciosamente vasculhada. Tudo isso representa uma primeira etapa a vencer. Caso Positivo vem a iniciação. Uma vez neófito, vislumbra-se um mundo novo, onde a observação e a curiosidade associadas à leitura reflectiva, são pilastras básicas para o início do desbastar da PEDRA BRUTA de massa informe que somos nós mesmos.

O aprendiz é como uma tenra criancinha que vem ao mundo e começa o seu aprendizado com o balbuciar das primeiras palavras e, logo mais adiante, NA INTENSA OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE SEUS PAIS.

MM:. IIr:., o aprendiz TEM COMO MÃE A SUA LOJA e COMO PAI, OS SEUS MESTRES. Começa, então, uma longa jornada onde a cada dia, paulatinamente, lições de vida e fagulhas filosóficas lhe são lançadas, durante a abertura, transcorrer e fechamento dos trabalhos. Passam-se os primeiros meses; o aprendiz já começa a criar “calo nas mãos” e sente que a posição do desbastar da pedra bruta é bastante incômoda e que muito esforço físico e mental são necessários para ESTE TRABALHO. Nesse momento é necessário a ajuda providencial dos mestres da Loja, para evitar que o DESÂNIMO e a DESCRENÇA façam dele suas moradas; ensinando-lhe “a posição correta do corpo” e “o modo mais eficaz de usar o cinzel e o maço”. Se isso não for feito, o aprendiz começa então a conviver com a dúvida e a contestação; binômio causado pela falta de postura maçônica de alguns membros da Loja, quer na ritualística, quer na própria aplicação pessoal. Ou seja: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”

O aprendiz Tem em seus mestres o modelo “daquele mestre” que manda o ritual; pois imagina que estes já estão ultra-polidos, já transpuseram os mais altos degraus da escada de Jacó e QUEM SABE? muitos já navegam em águas profundas dos oceanos filosóficos.

Sabemos que a maçonaria é uma instituição milenar que tem sua origens na névoa dos tempos. Será que foram estes maçons do “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço,” que preservaram todo esse manancial de sabedoria que a nós, ainda, chegou? Com toda certeza, podemos dizer que não! O G:.A:.D:.U:. encarregou-se e encarregar-se-á de separar o trigo do joio e, somente aqueles maçons que suportaram e, ainda, suportam o peso do estandarte da maçonaria, foram e serão os escolhidos para a perpetuação da ARTE REAL.

Os maçons de outrora eram detentores dos eternos conhecimentos e faziam uma maçonaria viva onde os esplendores Dessa Ciência sobrepujavam os mais cépticos.

E agora? que faremos nós maçons, modernos, para TENTAR, perpetuar este trabalho milenar? Sabendo que faltam homens da estirpe de um Pitágoras, de um Platão, de um Jacques De Molay e de um Gonçalves Ledo.

MM:. IIr:., para isso acontecer, basta somente que cada de nós seja maçom em toda a plenitude da palavra, praticando em Loja e principalmente no mundo profano, a verdadeira maçonaria explícita em nossos rituais.

Se isso for feito! teremos uma maçonaria forte, idealista e sem contrastes, onde aqueles maçons “faça o que eu digo, mas não façam o que eu faço” não acharão morada em nossas colunas, pois serão consumidos pela superior vibração da consciência de liberdade, do amor à Pátria e do sentimento de Fraternidade humana.

Por conseguinte, AQUELE APRENDIZ NÃO TERÁ MAIS DESÂNIMOS E NEM DESCRENÇAS, POIS O BÁLSAMO PARA O FERIMENTO DE SUAS MÃOS É O EXEMPLO DE SEUS MESTRES.

Autor: Ir.'. Diógenes José Tavares Linhares

sábado, 17 de setembro de 2011

Sou maçom?




Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar ali? O ambiente era familiar
Já estivera ali, mas… quando? Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las. Mas… espere, que grupo seria aquele reunido e todo de preto? Lógico! Não estariam indo e vindo de um enterro: hoje em dia não e tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta. É claro! São Irmãos! Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar interromperam a conversa.
Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo resposta, a alegria tomou conta de mim, estava entre amigos. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo. Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente, havia desencarnado.
Fiquei assustado: e minha família, os meus amigos como estavam? Estão bem, não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei de que motivo suas vestes. Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
Templo Maçônico? Vocês tem um? Sim claro, por que não? Senti-me mais a vontade, afinal sou um Grande Inspetor Geral e com certeza receberei as honras devido ao meu cargo. Pediram para acompanhá-los. Ao fim da pequena caminhada divisei o Templo. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupos de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso. O que parecia ser líder do grupo e que acompanhava chamou um Irmão que estava adiante: Irmão esperto! Acompanhai o Irmão recém chegado e com ele aguarde. Não entendi nada. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava no mínimo, uma recepção calorosa, afinal eu tinha o grau 33. Adentraram silenciosamente no Templo, ficando comigo o Irmão Esperto. De repente, a porta do Templo se entreabriu e o Irmão Mestre de Cerimônias, encaminhado-se a mim comunicou que seria recebido.
Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele.Tremia um pouco, mas quem não faria em tal circunstância. Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes. Ninguém dizia nada. Mantinham-se calados. Então o Venerável Mestre, me perguntou se eu era Irmão? Reconhecendo a necessidade do telhamento em tais circunstâncias aceitei responde-lo. Estufei o peito, impertiguei o corpo e dei a resposta de costume.
Aguardei então a pergunta seguinte, mas em seu lugar o Venerável Mestre dirigindo-se aos presentes perguntou? Os Irmãos aqui presentes o reconhecem como Maçom? Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? O silêncio foi total. Dirigindo-se à mim, o Venerável emendou: Meu caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presente não o reconhecem com Maçom. Como não, disse eu. Não vêem minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos? Sim, caro Irmão, retrucou solenemente o Venerável.
Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias para ser um Maçom. É preciso antes de tudo, ter construído o “seu Templo” e verificamos que não ocorreu. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de Ter galgado ao maior dos graus, não observou seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera. Não pude agüentar mais. Retruquei:
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem não observam minhas atitudes fraternas? Fui interrompido. Irmão Vejamos sua defesa. Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido como uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de Irmão tecendo comentários desairosos contra a administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me então, de minhas ações beneficentes. Indaguei-os sobre tal. E, mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência e ou moedinha. Era fato e, costumeiramente, o fazia, por achar que o óbolo não seria bem usado… Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos. Iniciei a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:
– Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas quando na orbe terrestre e na Maçonaria, contudo, reconhecemos, também que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em sua iniciação protegê-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal, todos nós aqui presentes também já os cometemos um dia. Descanse neste plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica. Sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil. Aquelas palavras pareciam Ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha Pedra Bruta.
Acordei, sobressaltado e suando muito. Meu coração disparado. Levantei-me assustado, mas com alegria no peito. Havia sonhado. Dirigi-me ao guarda-roupa, meu terno ali estava. Instintivamente retirei do paletó as medalhas e insígnias e as guardei em uma caixa. Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa e com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria enlevante, retirei da gaveta o Ritual de Aprendiz Maçom.
Ir.’. João do Carmo Barboza, publicado na revista 7 Milênio, edição Verão 2002, ano 1 edição no 4.
Enviado pelo M.’.M.’. Ir.’. Euclides Alves da Graça • OR.’. Cuiabá/MT (Representante da Editora Domínio)

Visão de um Aprendiz Sobre a Maçonaria


Meus caros irmãos, é um grande prazer escrever para vocês, e ainda mais sobre um assunto que eu tenho amor: a maçonaria.
Sou aprendiz maçom apenas há três meses e diversas transformações a maçonaria já fez no meu espírito. Sempre quando ouvia falar sobre a maçonaria ficava, no mínimo curioso como a grande maioria da população.
O primeiro contato rela que tive com a maçonaria foi através do meu hoje padrinho Armindo em que eu notava que além do vasto conhecimento espiritual que tinha era e é uma pessoa centrada e correta no que pensa e faz.

A partir desse momento comecei a pensar na ordem de uma forma mais carinhosa, pois notava que meu padrinho era e é muito especial. E a partir desse momento gostaria de ser como ele.
Fui indicado para a loja Acácia de Vila Carrão e após os trâmites que conhecemos no dia 26 de outubro de 2008 fui iniciado na referida loja. Foi um grande momento, um momento muito especial em que pude me deparar com situações que jamais havia imaginado e sentido e a partir dessa data um grande horizonte se abriu na minha vida.
São vários os momentos marcantes na iniciação, mas o que mais me marcou foram os olhares dos irmãos no momento da luz. Foi um nascimento? Sim. Mas com um diferencial dos nascimentos convencionais de todos os seres humanos, todos os irmãos lembram com exatidão o seu nascimento maçônico e quando assistem a um outro nascimento voltam ao passado um, dois, cinco, vinte anos atrás e sentem a mesma sensação especial.
Em virtude desse momento, como uma criança que acaba de nascer, tudo é novo, mas o acolhimento fraternal de nossa ordem faz com que tenhamos segurança em dar os primeiros passos no mundo maçônico.
Nas sessões que participei encontrei, sob a proteção do G.’.A.’.D.’.U.’., uma ordem, respeito às leis, trocas de informações e principalmente energia positiva e evolucionista. Como hoje maçom, posso verificar que nossa ordem tem pessoas no seu corpo muito especiais e isso só faz com que tenhamos a tranqüilidade de seguir o caminho maçônico, estudando, assimilando o conhecimento e multiplicando esses mesmos conhecimentos com novos irmãos que chegam.
Para não delongar em demasia, o que a maçonaria vem me trazendo é um crescimento de conhecimento e na vida cotidiana não deixando que meu ponto de equilíbrio fique fora do centro e isso minha família e a sociedade que vivo já notou. Conseqüentemente estou lapidando minhas arestas e sendo uma pessoa melhor, posso fazer melhor o motivo determinante da vinda a terra dos seres humanos: fraternizar.
< h3="">Enviado pelo Ir.’. Edward dos Santos
Loja Acácia de Vila Carrão Nº 2456 – CIM 251093
E-mail prof.gleibe@yahoo.com.br
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